22 outubro, 2012

Fotografar fogo de artificio

Fotografar fogo de artificio é fácil, mas obriga a efectuar algumas experiências e seguir algumas regras que são importantes.

Aqui vos deixo algumas notas pessoais que, não sendo regras gerais, poderão contribuir para “poupar” algum tempo e, eventualmente, obter resultados melhores.

Neste tipo de fotografia é obrigatório a utilização de tripé, e conveniente, a utilização de disparador remoto. O interesse, parece-me a mim, não está no congelamento do momento, mas sim na captação dos rastos luminosos efectuados pelos foguetes. Assim, é aconselhável a utilização da máquina no modo manual, com exposições longas, sendo que qualquer coisa entre o 1 seg (mínimo) e os 8 seg (máximo) me parecem valores aceitáveis, embora, pessoalmente, prefira ainda um intervalo mais curto de até 4 seg.

Dever-se-á utilizar uma abertura média (entre o f8 e f16) para que se possa ganhar alguma coisa em termos de profundidade de campo, e um iso o mais baixo possível para evitar o grão e aberrações cromáticas próprias das exposições mais prolongadas.

É aconselhável efectuar a focagem atempadamente e posteriormente passar o foco para manual, de modo a que não ocorram problemas com a focagem automática das cameras no acto de fotografar. Regra geral a distancia é tal que a focagem será efectuada para infinito.

A utilização do disparador remoto evita a trepidação que sempre existe quando clicamos no botão do obturador. Para bem ser, ainda se deveria utilizar a facilidade que algumas máquinas oferecem de previamente levantar o espelho, de modo a evitar também esse foco de trepidação.

Porque o rebentamento dos foguetes dá origem a intensos pontos de luz, poderá acontecer (e por norma sucede) que a envolvente da imagem fique demasiadamente escura e sem definição.
Assim, deverá ser efectuada uma imagem com exposição correcta à envolvente e, posteriormente, em pós produção, proceder-se à fusão das duas (ou mais) imagens, de modo a se obter uma uniformidade em toda a cena.

A fotografia que aqui apresento é meramente ilustrativa pois está enferma de vários erros de execução, não servindo por isso de exemplo.

Boas fotos!

A. Miguel Lucena

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