Aqui vos deixo algumas notas pessoais que, não sendo regras gerais, poderão contribuir para “poupar” algum tempo e, eventualmente, obter resultados melhores.
Neste tipo de fotografia é obrigatório a utilização de tripé, e conveniente, a utilização de disparador remoto. O interesse, parece-me a mim, não está no congelamento do momento, mas sim na captação dos rastos luminosos efectuados pelos foguetes. Assim, é aconselhável a utilização da máquina no modo manual, com exposições longas, sendo que qualquer coisa entre o 1 seg (mínimo) e os 8 seg (máximo) me parecem valores aceitáveis, embora, pessoalmente, prefira ainda um intervalo mais curto de até 4 seg.
Dever-se-á utilizar uma abertura média (entre o f8 e f16) para que se possa ganhar alguma coisa em termos de profundidade de campo, e um iso o mais baixo possível para evitar o grão e aberrações cromáticas próprias das exposições mais prolongadas.
É aconselhável efectuar a focagem atempadamente e posteriormente passar o foco para manual, de modo a que não ocorram problemas com a focagem automática das cameras no acto de fotografar. Regra geral a distancia é tal que a focagem será efectuada para infinito.
A utilização do disparador remoto evita a trepidação que sempre existe quando clicamos no botão do obturador. Para bem ser, ainda se deveria utilizar a facilidade que algumas máquinas oferecem de previamente levantar o espelho, de modo a evitar também esse foco de trepidação.
Porque o rebentamento dos foguetes dá origem a intensos pontos de luz, poderá acontecer (e por norma sucede) que a envolvente da imagem fique demasiadamente escura e sem definição.
Assim, deverá ser efectuada uma imagem com exposição correcta à envolvente e, posteriormente, em pós produção, proceder-se à fusão das duas (ou mais) imagens, de modo a se obter uma uniformidade em toda a cena.
A fotografia que aqui apresento é meramente ilustrativa pois está enferma de vários erros de execução, não servindo por isso de exemplo.
Boas fotos!
A. Miguel Lucena

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